Nem só de Parada vive a semana do orgulho LGBT; sua importância requer cuidados e respeito a outros eventos
![]() |
| Fotos: Ricardo Borges |
Sua magnitude, preservada há 16 anos, sequer alcançou grandes conquistas políticas, além de continuar fazendo parte do calendário efetivo de eventos paulistanos e ter o direito de continuar desfilando pela Avenida Paulista - um endereço de importância econômica e política bastante significativa para a maior cidade do país. Essa consequência deve-se, entre outras coisas, ao seu caráter extremamente festivo. Que o digam os críticos!
Foi exatamente por se assumir como uma verdadeira festa que as edições do evento deixaram de se chamar "Passeata". Algo que chega a destoar dos discursos políticos e inclusivos entoados, ora ou outra, entre as batidas eletrônicas dos trios. Isso, porque estamos falando de um assunto sério: usamos festa para tentar fomentar uma discussão a cerca da diversidade.
E como em toda boa festa popular, a Parada Gay também padece com furtos, vendas de bebidas alcoólicas suspeitas e tumultos devido a aglomeração. Fica até difícil imaginar como milhares ou, por vezes, milhões de fuliões (entre gays, héteros, travestis, bissexuais e etc) conseguem se movimentar. Mas como a Parada não fica parada, em diversos momentos, empurrar é preciso.
![]() |
| Atrás do Trio da Parada: muita cor, muita dança, muita gente. |
Uma série de eventos são realizados durante a semana da Parada LGBT, mas ela é eleita a mais importante entre eles. O formato da Feira Cultural LGBT, no entanto, chama muita atenção. Os visitantes ficam mais próximos de ONGs que atuam em prol da comunidade, conhecem produtos e empresas interessadas em atendê-los, não correm risco de se perder dos amigos e assistem shows que não roubam a cena do propósito político. Eis aí um opção interessante com muito para acrescentar, se for devidamente valorizada.


Nenhum comentário:
Postar um comentário