terça-feira, 17 de abril de 2012

Muito macho

O macho tira proveito de uma condição que já o beneficia, há tempos, enquanto o feminino ainda procura conquistar seus privilégios

Muitas das discussões referentes à diversidade humana esbarram em um mesmo tema, sustentado e arrastado por milhares de anos: o machismo. Ele sempre estabeleceu uma prioridade suprema ao masculino, submetendo o feminino à condição de inferioridade.

Um homem não se deixa derrotar por outro homem, não demonstra fragilidade física ou mental, não chora e não deita para outro homem (seja na cama, ou em qualquer outro lugar). Quanto ao feminino? Este é característico de um sexo frágil, então nem se cogita colocá-lo em pé de igualdade com eles. A mulher, então, terá o seu espaço, as suas tarefas e os seus desejos devidamente estabelecidos de acordo com os interesses masculinos.

domingo, 8 de abril de 2012

Voz da consciência

A homossexualidade está deixando de ser algo invisível para se assumir e exigir uma nova consciência

Um homem mais afetado ainda é motivo de deboche; imaginar dois homens de mãos dadas, para não dizer se beijando, ainda parece ser algo inaceitável, na visão de muitos héteros; para outros, gay é uma palavra quase impronunciável, com peso de ofensa; e o que dizer de um relacionamento homo afetivo? E ainda há quem acredite que a homossexualidade é um tabu superado.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexualidade

Infelizmente, não são raros os equívocos de definição, quando se fala da condição gay e suas formas de manifestação. Mas por que persistem?

"Ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino". Provavelmente, Pepeu Gomes esqueceu de cantar alguma coisa. Esse verso é muito bonito para os bens resolvidos, mas não esclarece questões acerca da homossexualidade e nem ajuda aos que ainda têm duvidas.

Quando alguém pergunta como uma pessoa se descobriu gay, ela expressa de forma clara sua falta de capacidade em se colocar no lugar do outro, do diferente. E, infelizmente, a resposta quase sempre segue o mesmo caminho, trasnformando homossexualidade e heterossexualidade em coisas independentes.

Diversidade sexual conquista espaço no rádio

Conduzindo o programa mais novo da CBN, o jornalista André Fischer é crítico, além de otimista, sobre a visibilidade gay conquistada

Tudo começou em 1993, com o Festival Mix Brasil de Diversidade Sexual destacando trabalhos cinematográficos para os gays. Depois veio o espaço na internet, a criação de uma revista, a Junior, sem contar outras plataformas de comunicação que também falam para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Agora é a vez do rádio. A convite da CBN - 90,5 MHz, o escritor e jornalista André Fischer tornou-se co-apresentador do CBN Mix Brasil, que aborta questões acerca da homossexualidade.